Vereador pede prisão de advogado durante reunião da CPI do vice-prefeito de Blumenau

O bate boca tomou conta de reunião desta quarta-feira (13) da CPI que investiga o uso irregular de servidor público pelo vice-prefeito Jovino Cardoso Neto, do PSD, de Blumenau. O silêncio dos familiares do servidor Alexandre Pereira, diante das perguntas dos parlamentares e os questionamentos do advogado da família, Denio Scottini, irritaram o vereador Jefferson Forest, do PT, que também é relator e denunciante. Em um momento da discussão ele alegou desacato e pediu ao presidente da comissão, vereador Fábio Fiedler, do PSD, que ordenasse a prisão do advogado.

Foi o momento mais tenso do que deveria ser o novo depoimento dos familiares do servidor investigado. A reunião já começou sem presença de um dos quatro integrantes da família, que não pode comparecer porque a mulher estaria com problemas de saúde. O motorista de carreira do gabinete do vice-prefeito, que deveria depor nesta reunião, também não compareceu. A alegação é que ele entrou em férias e não foi encontrado para ser notificado.

Amparados por uma liminar, os parente optaram por ficar calados e tiveram o auxílio do advogado, que não deixou de questionar algumas perguntas. Durante as tentativas de interrogar os familiares, o bate boca entre o advogado e o vereador do PT foram aumentando até Forest entender que havia sido desrespeitado. O presidente da comissão tratou de acalmar os ânimos. O pedido de voz de prisão não foi acatado.

Os familiares do servidor Alexandre Pereira foram novamente convocados após as denuncias de que teriam supostamente mentido no depoimento anterior, quando teriam negado contato com o vice-prefeito ou o advogado dele. O vice-prefeito Jovino Cardoso Neto é suspeito de ter utilizado o servidor para realizar serviços em um sítio da família durante horário em que deveria estar cumprindo expediente na prefeitura.

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