Santa Catarina registra média superior a quatro casos de dengue por dia em 2019

Foto: Evandro Veiga

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE-SC) divulgou um novo relatório sobre a situação da dengue no estado. Entre 30 de dezembro de 2018 a 11 de maio de 2019, foram confirmados 573 casos de dengue em Santa Catarina, o que representa um aumento significativo se comparado ao mesmo período do ano passado quando foram registrados 34 casos no estado. Na comparação com o último boletim, houve um aumento de 118 casos, o que representa um aumento de 25,9% em apenas uma semana.

Entre as cidades que apresentam o maior número de casos confirmados de dengue em 2019 estão Itapema (185) e Camboriú (105). Ainda de acordo com o relatório, 85 cidades catarinenses são consideradas infestadas pelo mosquito aedes aegypti. Blumenau não é uma delas, porém, a cidade possui focos do mosquito e já registrou casos importados da doença neste ano.

A Vigilância Epidemiológica lembra ainda que é preciso ficar atento no controle dos focos do mosquito. Recipientes que podem conter água precisam ser vistoriados e eliminados corretamente. Além de observar a vedação das caixas da água e manter as calhas limpas.

 

Sinais e sintomas da dengue

Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40° C) de início abrupto, que tem duração de 2 a 7 dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, a dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.

Com a diminuição da febre, entre o 3º e o 7º dia do início da doença, grande parte dos pacientes recupera-se gradativamente, com melhora do estado geral e retorno do apetite. No entanto, alguns pacientes podem evoluir para a forma grave da doença, caracterizada pelo aparecimento de sinais de alarme, que podem indicar o deterioramento clínico do paciente.

 

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti

  • evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;
  • guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
  • mantenha lixeiras tampadas;
  • deixe os depósitos d’água sempre vedados, principalmente as caixas d’água;
  • plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
  • trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
  • mantenha ralos fechados e desentupidos;
  • lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
  • retire a água acumulada em lajes;
  • dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;
  • mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
  • evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
  • denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
  • caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.

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