Polícia prende casal de haitianos envolvido com a morte do próprio recém-nascido

Foto: Luciano Bernz/O Blumenauense.

A Polícia Civil, por intermédio da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso de Blumenau, prendeu, na quinta-feira, 17, um casal de haitianos – um homem de 28 anos e a mulher de 22 anos – por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Eles são suspeitos do envolvimento da morte do próprio filho, nascido na última sexta-feira, 11.

O neném foi encontrado nesta quinta-feira enterrado próximo a uma associação de moradores, no Bairro Garcia. Ao redor do pescoço do recém-nascido tinha um lençol, indicando estrangulamento. Isto foi comprovado, no mesmo dia pelo IML, que foi acionado e acompanhou os trabalhos. O caso chegou até a polícia após o casal ser encaminhado à DPCAMI depois de ter comunicado, na quinta-feira, 17, em um posto de saúde, no bairro Garcia, que seu bebê tinha passado mal e morrido.

Os dois haitianos, que mal falavam português, foram levados à delegacia e, com auxílio de um tradutor, foram interrogados. O casal entrou em contradição diversas vezes. Inicialmente falaram que o bebê teve um mal súbito no último domingo e faleceu. Eles disseram que levaram o corpo do bebê para a rua, onde encontraram um condutor de veículo e entregaram para ele. Depois, o homem acabou falando que eles tinham enterrado o corpo do bebê, apontando o exato local.

Após os policiais civis acionarem o IGP, foram até o local apontado e encontraram o corpo do bebê. Depois disto, o suspeito mudou seu relato e falou que a mãe é quem tinha matado o recém-nascido. Que ele teria chegado em casa e o bebê já estava morto; que ele apenas teria ajudado a enterrar o corpo. Segundo o suspeito, ela teria matado porque com o nascimento da criança, ela não poderia trabalhar e enviar dinheiro para a família no Haiti.

Na delegacia, a mãe foi novamente ouvida e falou continua na versão de que ela não matou o próprio filho, que ele passou mal e morreu. Além do laudo do IGP relatar a causa da morte como asfixia, outra coisa vai contra os presos. Eles falaram que a criança morreu no domingo, mas o laudo concluiu que ele teria morrido cerca de 24h antes de examinado pela perícia.

Fonte: Assessoria Polícia Civil

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