O ano em que corremos perigo

Matérias e textos de toda a natureza, em jornais, revistas, redes sociais.   comentaristas de rádio e tv.

Todos tentam dar explicações, comentários e análises para explicar o que foi o ano de 2016. E olha que ainda faltam poucos dias para este ano acabar. Sabe lá Deus, o que ainda pode acontecer.

Para quem tem mais de 50 anos, não dá pra se lembrar de um ano com tanta lambança em todos os lados, com a classe política dando show de incompetência, despreparo e certo desprezo pela situação da sociedade brasileira.

Tragédias grandes como a da nossa Chape, tragédias diárias como roubos e assassinatos  e o rebolado do povo brasileiro para conseguir creches, hospitais, postos de saúde e vagas nas redes publicas de ensino. Problemas jurídicos de toda a natureza em todos os níveis, mostrando ao final do ano que, nós brasileiros não temos direitos iguais aos dos senadores da república.

Na nossa operação Lava Jato, que tenta limpar o país, a cada delação premiada, o medo de cair toda a assembleia, o senado e até a presidência  e o país ter que começar tudo de novo.

Fico imaginando a nossa juventude, a tal da geração Y,  tentando se reinventar dentro de um cenário tão conturbado como o que vivemos. Basicamente tem que optar em entrar num mercado de trabalho e enfrentar alta concorrência, ou se aventurar no empreendedorismo em um país com indefinições onde a classe mais atingida é a dos empresários.

De positivo que tenho observado, é que parece que o povo brasileiro finalmente esta entendendo o básico. Quem paga todos os super salários, aposentarias de elite e os milhões de servidores públicos concursados e contratados, somos nós. Sinceramente acho que há tempos atrás esta constatação não existia.

Somos uma máquina publica inchada e sem limites de privilégios diversos. Um contrastante cenário em comparação a máquina privada como um todo

Também me pergunto e não encontro resposta com relação ao fato da famosa sessão da Câmara na noite do desastre da Chapecoence, quando deputados (incluindo os nossos representantes catarinenses) costuraram um acordo em defesa própria, na madrugada, indo contra milhões de brasileiros, e ninguém da imprensa os entrevistou para perguntar o porquê deste enfrentamento com a sociedade. Era esta resposta que o povo precisava ouvir. Simples assim. Colocar na parede e saber qual medo tem desta situação.

Santa Catarina e o nosso Vale do Itajaí, com destaque a nossa Blumenau tem um forte histórico de enfrentar de frente os problemas. Sinceramente acredito que, por aqui as coisas estão melhores do que nos outros estados da federação.   Aqui tentamos pensar positivamente sempre. Vendo os discursos de nossas lideranças, percebo este enfoque sobre a pujança e garra, e não é discurso pronto, e sim prova de nossa capacidade.

Nas áreas de turismo de eventos, onde atuo, uma forte retração ameaça a continuidade de ações que todos sabemos movimentam a economia fortemente, mas acreditar é a palavra de ordem e a força para que estas empresas não se acabem. Ações de marketing têm sido feitas e as empresas têm respondido positivamente.

Só posso concluir da mesma maneira que disse no inicio do texto, frisando que não há explicação para o que aconteceu até agora neste país.

Digo que este foi UM ANO EM QUE CORREMOS PERIGO. Que acabe bem  e não deixe saudades.

E que 2017 venhamos com os desafios, sem tanta lambança, sem tanto descrédito e com a confiança em nossas lideranças, que é o que realmente precisamos para iniciar de pé direito mais uma jornada.

Até 2017!

EM TEMPO:  A quem nos prestigiou com sua leitura, aos amigos da Radio Nereu e a todos os clientes, parceiros e fornecedores de nossa empresa, os votos do mais abençoado natal e de um ano novo repleto das melhores realizações. Que sejamos todos abençoados com a vida por Deus, que sempre nos protege. Muito obrigado

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